Portugal com pior bem-estar <br>educativo e material
Portugal ocupa o fim da tabela sobre o bem-estar educativo e o bem-estar material das crianças na OCDE, de acordo com um relatório da Unicef publicado na semana passada.
Não há relação directa entre o nível de bem-estar das crianças e o PIB por habitante
O relatório sobre «O bem-estar das crianças nos 21 países da OCDE» editado pela Unicef, mostra que Portugal ocupa o fim da tabela no plano educativo e no bem-estar material das crianças, ao mesmo tempo que se encontra entre os primeiros no que diz respeito ao diálogo entre os jovens e os pais e entre as famílias que mais atenção dão aos filhos.
A Holanda e a Suécia estão à frente no bem-estar geral das crianças, enquanto a Bélgica e o Canadá lideram o bem-estar educativo das crianças.
O bem-estar material das crianças é medido pela percentagem de crianças que vivem em lares com rendimentos inferiores em 50 por cento à média nacional, pela percentagem de crianças que declaram que têm menos de dez livros em casa (Portugal surge no fim deste gráfico) e que têm na família um adulto desempregado. Com base nestes critérios, a pobreza infantil relativa está acima dos 15 por cento em Portugal, Espanha, Itália, EUA, Reino Unido e Irlanda.
Quanto à felicidade das crianças, é medida através do bem-estar material, saúde e segurança, educação, relações com a família e com as outras crianças, comportamentos e riscos e «bem-estar subjectivo».
O bem-estar educativo é medido pela literacia e bom desempenho em matemática e ciências. A Unicef comenta que as crianças que saem da escola e não têm formação vocacional ou emprego «correm indubitavelmente maior risco de exclusão e marginalização», uma consequência que a organização considera «preocupante» para os países do fundo da tabela.
«Não há relação directa entre o nível de bem-estar das crianças e o PIB por habitante», refere o relatório da Unicef, citado pela Lusa. «Os níveis de bem-estar da criança não são inevitáveis, antes são condicionadas por políticas», salienta o documento.
Todos têm debilidades
Nenhum dos países estudados figura no terço superior das classificações em todas as dimensões de bem-estar infantil analisadas e todos os países podem melhorar em determinadas áreas.
«Todos os países têm debilidades que devem ser abordadas», afirmou Marta Santos Pais, uma das responsáveis pelo estudo, em declarações ao site da Unicef. «Não há um único parâmetro que abarque a totalidade do bem-estar infantil e muitos países da OCDE estão clasificados de forma muito distinta nas diferentes categorias», acrescentou.
«Não se pode dizer que um país está a fazer o melhor possível pelas suas crianças, se outro país que se encontra numa situação semelhante de desenvolvimento está a obter melhores resultados. As tabelas de classificação do relatório foram desenhadas para mostrar esta diferença», revelou.
A Holanda e a Suécia estão à frente no bem-estar geral das crianças, enquanto a Bélgica e o Canadá lideram o bem-estar educativo das crianças.
O bem-estar material das crianças é medido pela percentagem de crianças que vivem em lares com rendimentos inferiores em 50 por cento à média nacional, pela percentagem de crianças que declaram que têm menos de dez livros em casa (Portugal surge no fim deste gráfico) e que têm na família um adulto desempregado. Com base nestes critérios, a pobreza infantil relativa está acima dos 15 por cento em Portugal, Espanha, Itália, EUA, Reino Unido e Irlanda.
Quanto à felicidade das crianças, é medida através do bem-estar material, saúde e segurança, educação, relações com a família e com as outras crianças, comportamentos e riscos e «bem-estar subjectivo».
O bem-estar educativo é medido pela literacia e bom desempenho em matemática e ciências. A Unicef comenta que as crianças que saem da escola e não têm formação vocacional ou emprego «correm indubitavelmente maior risco de exclusão e marginalização», uma consequência que a organização considera «preocupante» para os países do fundo da tabela.
«Não há relação directa entre o nível de bem-estar das crianças e o PIB por habitante», refere o relatório da Unicef, citado pela Lusa. «Os níveis de bem-estar da criança não são inevitáveis, antes são condicionadas por políticas», salienta o documento.
Todos têm debilidades
Nenhum dos países estudados figura no terço superior das classificações em todas as dimensões de bem-estar infantil analisadas e todos os países podem melhorar em determinadas áreas.
«Todos os países têm debilidades que devem ser abordadas», afirmou Marta Santos Pais, uma das responsáveis pelo estudo, em declarações ao site da Unicef. «Não há um único parâmetro que abarque a totalidade do bem-estar infantil e muitos países da OCDE estão clasificados de forma muito distinta nas diferentes categorias», acrescentou.
«Não se pode dizer que um país está a fazer o melhor possível pelas suas crianças, se outro país que se encontra numa situação semelhante de desenvolvimento está a obter melhores resultados. As tabelas de classificação do relatório foram desenhadas para mostrar esta diferença», revelou.